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O que a economia circular tem a ver com o feijão carioca?

O que a economia circular tem a ver com o feijão carioca?

Durante nossa conversa com a Dra. Kaciane Andreola, ela explica que o pacote tecnológico desenvolvido pela Plataforma IV do PBIS foi pensado para ir além da obtenção de uma nova farinha proteica. A proposta é aproveitar integralmente o beneficiamento do feijão carioca, transformando diferentes frações do grão em ingredientes para a indústria de alimentos, sem perder valor nutricional e funcionalidade.

Esse conceito está diretamente conectado à economia circular, que busca manter materiais e recursos em uso pelo maior tempo possível, preservando seu valor e sua função. Ao mesmo tempo, o pacote tecnológico também incorpora outros princípios de sustentabilidade, utilizando metodologias que reduzem o consumo de água e energia durante a produção.

As possibilidades do feijão carioca com o pacote tecnológico da Plataforma IV

O pacote tecnológico permite a obtenção de duas frações principais: uma farinha proteica e uma farinha amilácea. A primeira já demonstrou potencial para aplicação em bebidas vegetais fermentadas e não fermentadas. Já a farinha amilácea amplia as possibilidades de desenvolvimento de novos alimentos, podendo ser utilizada em diferentes formulações em conjunto com a fração proteica.

Além dos ingredientes, o pacote também entrega um processo de produção mais sustentável. Segundo a Dra. Kaciane Andreola, a tecnologia utiliza o fracionamento a seco, reduzindo o consumo de água e energia e dispensando o uso de solventes químicos durante a obtenção dos ingredientes.

Outro diferencial está na qualidade nutricional da farinha proteica. O ingrediente apresenta elevado teor de proteínas e contém todos os aminoácidos essenciais, ampliando seu potencial de aplicação em alimentos destinados a consumidores que buscam fontes alternativas de proteína.

Na prática, o pacote tecnológico reúne ingredientes, processos e aplicações que aproximam economia circular, sustentabilidade e inovação no desenvolvimento de novos alimentos. É um exemplo de como a pesquisa científica pode transformar uma matéria-prima amplamente produzida no Brasil em soluções prontas para transferência de tecnologia para a indústria.

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