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Pesquisa científica impulsiona alimentos cada vez mais brasileiros

Projeto coordenado pelo Ital, com apoio da Fapesp e empresas parceiras, resultou em pacotes tecnológicos prontos para transferência para a indústria de alimentos

Sabe aquele novo produto que apareceu na prateleira do supermercado, como uma bebida proteica mais saborosa e agradável do que aquelas de alguns anos atrás? Essa mudança não acontece por acaso: é resultado de um trabalho contínuo de pesquisa e desenvolvimento de ingredientes, feito para atender às expectativas e necessidades da cadeia produtiva, do consumidor e da sociedade.

Ingredientes são a base da inovação em alimentos

Por trás de um alimento, existem inúmeras possibilidades de formulação. Diferentes fontes de proteína, processos de extração e combinações de ingredientes são ajustados para entregar o que o consumidor busca hoje: sabor, textura, saudabilidade e, cada vez mais, sustentabilidade. É por isso que a pesquisa em ingredientes precisa ser constante.

Nesse contexto, pesquisadores brasileiros desenvolveram quatro pacotes tecnológicos que reúnem processos e ingredientes prontos para aplicação na indústria de alimentos.

dac pbis imagem textoConheça a vitrine tecnológica

Do laboratório ao mercado: soluções prontas para escalar

Essas soluções são resultado do NPOP-PBIS,  projeto coordenado pelo Ital e financiado pela FAPESP e pelo setor privado, com foco na transferência de tecnologia.

Esses pacotes representam um avanço importante na conexão entre pesquisa e aplicação industrial.

claireA entrega de tecnologias nacionais também abre a possibilidade de reduzir a dependência de ingredientes importados. Na prática, isso significa ampliar o uso de soluções desenvolvidas por pesquisadores brasileiros e fortalecer a presença de ingredientes nacionais nos alimentos.” Claire Sarantópoulos, diretora de Ciência e Tecnologia do Ital/Apta/SAA e gestora de Comunicação do NPOP-PBIS

Do laboratório ao mercado: o que são os pacotes tecnológicos?

Concebido para resolver desafios reais da indústria de alimentos, o NPOP-PBIS estruturou pacotes tecnológicos que respondem a demandas concretas do setor.

Entre elas estão a redução do teor calórico de alimentos e bebidas sem comprometer o sabor e a experiência sensorial, o aumento da oferta de compostos com potencial antioxidante na dieta, a diminuição da dependência de ingredientes importados e o desenvolvimento de novas fontes de proteínas vegetais.

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A inovação da proteína vegetal feita no Brasil

Outro ponto central é a forma como essas tecnologias foram desenvolvidas. Os processos priorizam abordagens mais sustentáveis, seja pelo uso de matérias-primas nacionais, pelo aproveitamento de resíduos agroindustriais ou pela adoção de métodos que reduzem o consumo de água e energia.

Como esses pacotes tecnológicos aparecem na prática

Na formulação de alimentos, pequenas mudanças podem gerar grandes diferenças. Um único ingrediente pode influenciar diretamente características como textura, estabilidade, sabor e até o perfil nutricional de um produto. É por isso que o desenvolvimento de ingredientes é uma etapa central para a inovação na indústria de alimentos.

Um lipídio estruturante de baixa absorção (tipo de gordura)incorporado em alimentos como chocolates, recheios de biscoito ou pastas faz parte do Pacote Tecnológico I (PT-I) do NPOP-PBIS. Como ingrediente, pode contribuir para a estrutura e o desempenho do produto, ao mesmo tempo em que abre possibilidades para ajustes no perfil nutricional da formulação.

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Além disso, o PT-I inclui não apenas o ingrediente, mas também o processo para sua obtenção e aplicação, permitindo sua incorporação em diferentes produtos.

Já extratos fenólicos encapsulados (PT-II) podem ser incorporados em bebidas, chocolates e balas, criando opções para aumentar a ingestão de compostos antioxidantes na dieta dos brasileiros.

A proteína doce produzida por biotecnologia (PT-III) é outro exemplo. Esse ingrediente pode ser aplicado em alimentos como balas e confeitos, contribuindo para o desenvolvimento de doces com menor aporte calórico.

Por sua vez, a farinha proteica vegetal (PT-IV) obtida a partir do feijão carioca amplia as possibilidades para produtos plant-based, com aplicação em maioneses e bebidas, incluindo versões fermentadas.

São diferentes caminhos para desenvolver alimentos com novas características, a partir de ingredientes produzidos no Brasil.

Transferência de tecnologia: pacotes tecnológicos e ingredientes prontos para indústria

Esse é o potencial que projetos como o PBIS podem entregar para a sociedade: pesquisa que resulta em tecnologias prontas para serem incorporadas pela indústria.

Para as empresas, isso representa a oportunidade de acessar soluções já validadas e reduzir o tempo de desenvolvimento de novos produtos. Para quem consome, é a chance de encontrar, cada vez mais, alimentos que incorporam inovação desenvolvida a partir da ciência brasileira.

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